As camisetas do Esporte Clube Novo Hamburgo, de Novo Hamburgo (parte 5, os anos 2000)

Com ilustrações de Evaldo Júnior (erojkit.com)

Depois de uma década muito ruim, o Novo Hamburgo começa o novo século tentando, sem sucesso, firmar-se na primeira divisão. Em 2001, num campeonato com 17 clubes (mas que apenas 13 podiam ser rebaixados), o anilado ficou em penúltimo lugar e acabou voltando para o Acesso graças aos critérios de desempate. No Acesso, o clube fez uma campanha razoável em 2002, mas não conseguiu chegar ao hexagonal final.  Já no ano seguinte, o clube sobrou no campeonato conquistando a vaga na primeira divisão, embora tenha perdido o título para a Ulbra no octogonal final.

A temporada de 2004 é a primeira de uma série consecutiva de participações do Novo Hamburgo na elite do Gauchão, que dura até os dias de hoje. O ano também marca o retorno do clube às competições nacionais, disputando a Série C, à qual retornaria, ainda, nas duas temporadas seguintes.

No Gauchão, o final da década foi de estabilização, sem campanhas com maior destaque. Em nível nacional, no entanto, cabe destacar a campanha do clube no Brasileiro de 2005, quando chegou até o quadrangular final da competição numa época em que apenas dois clubes eram promovidos. No mesmo ano, o anilado venceu as duas copas promovidas pela FGF. Ainda no primeiro semestre, o clube foi campeão da Copa Emídio Perondi (que servia, principalmente, para definir os rebaixados do Gauchão), derrotando o Brasil de Pelotas na final. Já no segundo semestre, o clube saiu vitorioso da Copa Big/Brasil Telecom, desta vez vencendo a Ulbra na grande final.

Em 2006, ocorre outro fato marcante na história do clube, quando disputa, pela primeira vez, a Copa do Brasil. Enfrentando o Criciúma, acabou eliminado na primeira fase, embora tenha vendido caro a classificação: após um empate em dois gols no jogo de ida, saiu ganhando logo no começo da partida em Criciúma, mas acabou levando a virada.

Apesar do retorno à elite do Gauchão, dos títulos em Copas e das disputas de nível nacional, sem dúvida, o evento mais importante da década para o anilado foi a mudança de casa. Ainda em 2001, o Novo Hamburgo vendeu o antigo Estádio Santa Rosa para a Feevale. A mudança, no entanto, só seria concluída em 2008, com a inauguração do Estádio do Vale.

A década começa, ainda, com camisetas fabricadas pela Giocatore. Em 2001, como novidade, há uma terceira camiseta, dividida ao meio na vertical, com dois tons de azul.

 

2001 ECNH (terceira)

Em 2002, o material esportivo do futebol profissional do Novo Hamburgo passa a ser produzido pela ASA, de Ivoti, o que se manteria na temporada seguinte. As camisetas de 2002 e 2003 tem discretas diferenças no corte e, especialmente, na gola. Além disso, o modelo de 2003 tem número na frente e alguns patrocínios a mais. Nas mangas, enquanto a camiseta de 2002 tem uma sequencia de distintivos do clube, a de 2003 tem o nome escrito por extenso. Nessa época, a empresa ivotiense não conseguia fornecer material suficiente para o futebol e para o público e, dessa maneira, podem ser encontrados “clones” das camisetas que eram produzidos pela Eudajo para venda.

 

 

Na temporada de 2004, é iniciada a era dos “grandes fabricantes” no anilado. Primeiro, vieram as camisetas com a marca Lotto, que eram produzidas pela Clas’sport, em Farroupilha, e pela Incovest, em Montenegro. Além das cores tradicionais dos uniformes 1 e 2, há camisetas de cores azul escuro e roxo nessa temporada.

 

Depois, por curto período, vêm as camisetas da marca Umbro, que ficam apenas no primeiro semestre de 2005. No modelo branco, o patrocínio do Big acabou ficando na parte posterior das mangas e, por isso, não aparece na reprodução.

 

Ainda em 2005 chegam as camisetas da Diadora, que permanecem praticamente inalteradas até 2007. Para 2008, a Diadora segue no clube, porém com uma camiseta já bem modificada.

 

 

Em 2009, o material esportivo do Novo Hamburgo passa a ser fabricado em Três de Maio, pela Squema Sports. No primeiro semestre, a empresa produz uma cópia das camisetas da Diadora de dois anos antes. Já na segunda parte do ano, o clube usa um modelo padronizado, semelhante ao de outros clubes que usaram Squema Sports na mesma época. Nos dois padrões de camisetas do ano, foram lançadas camisetas em azul claro e azul escuro.

 

 

O Novo Hamburgo encerra a década vestindo Dresch. Na temporada de 2010, além de dois modelos mais simples, a malharia leopoldense lança um uniforme 2 que lembra muito as camisetas brancas de décadas passadas, com uma faixa horizontal em azul.

 

2010 ECNH (retro)

Acervo do 1PMFG:

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