As camisetas do Esporte Clube Novo Hamburgo, de Novo Hamburgo (parte 2, os anos 1970)

Com ilustrações de Evaldo Júnior (www.erojkit.com)

A década de 1970 começa com duas boas temporadas do Novo Hamburgo, em 1971 e 1972. Embora tenham sido campeonatos marcados por amplo domínio da dupla Grenal, em ambos os campeonatos o clube chegou até a fase final, ficando, respectivamente, na quinta e na terceira posições gerais. O ano de 1972 foi coroado com o título de Campeão do Interior. À essas temporadas iniciais, seguiram-se quatro longos anos de más campanhas, que culminaram com a não classificação do clube para o Gauchão de 1976 graças à uma péssima participação na Copa do Governador.

No final da década, em meio a regulamentos esdrúxulos, o Noia se recupera e entra numa das melhores fases de sua história, que duraria até meados dos anos 1980. Em 1977, o Novo Hamburgo foi até a fase final do Gauchão e encerrou sua participação em sexto. No ano seguinte, como vice-campeão da Taça Rubens Freire Hoffmeister, o Novo Hamburgo se classificou automaticamente para a fase final da competição e ainda garantiu vaga para o gigantesco Brasileirão de 1979. Em 1979, o Novo Hamburgo faz mais uma boa campanha no Gauchão. Na fase final, um octogonal com jogos em ida-e-volta, fica a um ponto de garantir, mais uma vez, classificação para o Brasileiro da primeira divisão. No Brasileiro, a única participação no equivalente à primeira divisão, acaba caindo logo na primeira fase num grupo com o Juventude e times de Santa Catarina, Paraná, Goiás e Sergipe.

A temporada de 1980 foi uma das melhores da história do Novo Hamburgo na era moderna. No Gauchão, disputado por 16 times em turno e returno, o anilado foi um dos clubes mais regulares, com uma campanha pior apenas do que as da dupla Grenal. No hexagonal final, Grêmio e Inter sobraram muito e o Novo Hamburgo ainda terminou um ponto atrás do Inter de Santa Maria. No entanto, pelo regulamento, o título do interior era definido pela classificação geral, somadas todas as fases da competição. Com isso, após 40 jogos, o Novo Hamburgo somou um ponto mais do que os santa-marienses e foi, pela oitava vez em sua história, a melhor equipe do interior no campeonato.  Na Taça de Prata, num grupo com gaúchos, catarinenses, paranaenses e paulistas, o Noia é eliminado na primeira fase.

Depois de iniciar a década utilizando as camisas com gola em V do final dos anos 1960, entre 1972 e 1974, pelo menos, o Novo Hamburgo adota golas redondas.

Em 1977, é retomado, na camiseta branca, um padrão comum até meados dos anos 1960, com listras azuis horizontais. Ao contrário do que ocorria nas camisetas da década anterior, no entanto, o distintivo permaneceu do lado esquerdo do peito (e não no centro).

1977 ECNH (branca)

Entre 1978 e 1980, o padrão das camisetas do Novo Hamburgo muda muito pouco, principalmente com relação à textura do tecido e a alterações (relacionadas à técnica de fabricação) no distintivo. O modelo branco de 1978, por exemplo, tinha o distintivo com as cores invertidas. Já a camiseta utilizada nos dois anos seguintes tinha o distintivo com as cores certas, porém com formato um pouco diferente e irregular. Na camiseta de 1979 e 1980, o tom do azul também é um pouco mais escuro. Por toda a década de 1970, aliás, aparentemente, o Novo Hamburgo usa intensa e prioritariamente as camisetas brancas.

Por outro lado, a camiseta azul teve menos variações. Entre 1979 e 1980, o Novo Hamburgo também utilizou uma pouco usual camiseta listrada.

Acervo do 1PMFG

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Dois dos itens mais legais da coleção do 1PMFG são a faixa de campeão e a camiseta usada pelo jogador Éderson na campanha do Novo Hamburgo em 1980. Éderson Lopes Teixeira da Silva nasceu em 5 de abril de 1955, no município de Cruzeiro do Sul e teve uma carreira de altos e baixos. Originário da base do Lajeadense, se profissionalizou no Juventus, de Rio do Sul (SC). Depois, jogou no Ypiranga, de Erechim, de onde saiu para o Estrela, em 1978, comprando metade do seu próprio passe. Do Estrela, foi para o Novo Hamburgo, onde foi campeão do interior em 1980. No Gauchão de 1980, Éderson foi escolhido o melhor meia-esquerda e o melhor jogador do interior. No segundo semestre de 1981, foi vendido ao Guarani, onde acabou virando volante e foi titular absoluto na campanha que levou o time de Campinas às semifinais do Campeonato Brasileiro. Chegou a ser cotado para a Seleção Brasileira, às vésperas da Copa de 1982, como mostra a reportagem abaixo, do Placar de 19 de fevereiro de 1982. Ao longo do ano, no entanto, não repetiu as boas atuações da temporada anterior e acabou perdendo espaço.

 

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