As camisetas do Esporte Clube São Luiz, de Ijuí (parte 2, de 1992 a 2003)

Com ilustrações de Evaldo Júnior (erojkit.com)

Depois de uma boa reestreia na primeira divisão, o que foi contado na postagem anterior, o rubro ijuiense esteve muito próximo de se classificar novamente às finais do Gauchão em 1992. A primeira fase do campeonato era dividida em dois grupos de 11 clubes, sendo que os quatro primeiros se classificavam para dois quadrangulares seguintes. O São Luiz ficou a um ponto do Caxias, o quarto colocado do grupo 2. Por essa época, o rubro começa a utilizar camisetas produzidas pela Arcal, em Santa Cruz do Sul, com a marca Umbro. A camiseta vermelha de 1992, no entanto, é um modelo produzido pela Perusso, em Porto Alegre, e que ainda lembra os utilizados desde 1988.

1992 EC São Luiz (vermelha)

Em 1993, num campeonato com 22 clubes, o São Luiz ficou no pequeno grupo de seis times que não se classificava para a segunda fase, nem era rebaixado. Terminou a competição na 18a posição. Na temporada seguinte, o famoso Gauchão interminável, após 44 rodadas o São Luiz encerrou sua participação na nona colocação, o que lhe valeu o direito de disputar a Série A do ano seguinte (a FGF seguiu, por alguns anos, o padrão da Federação Paulista de campeonatos divididos em séries). As camisetas das temporadas de 1993 e 1994 são muito parecidas com as camisetas do Inter da mesma época. Curiosamente, é uma das poucas vezes em que a camiseta branca tem o distintivo com as cores invertidas (em geral, nas ocasiões em que isso ocorreu, foi bem mais frequente na camiseta titular).

A temporada de 1995 foi muito boa para o São Luiz, que se classificou para a segunda fase da Série A (dois quadrangulares) após terminar a primeira fase em sexto. Ficando no mesmo grupo do Grêmio, o rubro avançou para as semifinais em segundo. Nas semifinais, no entanto, foi superado facilmente pelo Internacional, sofrendo duas goleadas (1 a 5 e 4 a 0). Essa temporada também marcou a estreia de um dos atletas mais ilustres originados no São Luiz: Paulo Baier. Na época lateral direito e conhecido como Paulo César, ele seria titular absoluto do clube até a temporada de 1997. Durante a temporada de 1995, o São Luiz seguiu usando as camisetas vermelhas das temporadas anteriores, mas a camiseta branca foi substituída por um modelo bem diferente, com retângulos vermelhos no ombro direito. Não consegui identificar o fabricante desta camiseta.

1995 EC São Luiz (branca)

1995 EC São Luiz (branca) outra foto

Um jovem Paulo César (segundo da esquerda para a direita) faz a sua estreia profissional com a camiseta dos retângulos.

No ano seguinte, a primeira fase da competição foi alterada. Enquanto em 1995 ela era disputada por todas as 12 equipes em turno e returno (22 rodadas), para 1996 se usou uma variação da fórmula Fraga, com 14 times divididos em dois grupos. No primeiro turno, os jogos eram fora do grupo; no segundo, dentro. Classificavam-se os campeões dos grupos em cada turno e as duas melhores campanhas no geral (mais dois times que vinham da Série B). Na última rodada do segundo turno, o São Luiz jogava em Bento Gonçalves contra o Esportivo precisando apenas de um empate para se classificar. O Esportivo, que precisava vencer para não ser rebaixado, goleou por 3 a 0 e os rubros perderam a vaga para o Ypiranga no saldo de gols. As camisetas da temporada de 1996 são as primeiras em muitos anos a não terem o patrocínio da Imasa na parte da frente. Elas foram produzidas pela Nigol, de Caxias do Sul.

Para 1997, outra vez a primeira fase da Série A foi alterada. Agora, ela era disputada em turno único, em 13 rodadas (14 clubes). O São Luiz não fez boa campanha, mas ao menos se viu livre do rebaixamento, na 11a colocação. No segundo semestre, na Copa Galego, o São Luiz, embora tenha começado a competição um pouco trôpego, chegou até as finais, nas quais derrotou, com alguma facilidade, o Glória: 4 a 0, em Ijuí; e um empate em um gol em Vacaria. A camiseta titular nesta temporada era um modelo que lembrava um estilo carijó, embora um pouco tardio. Em 1997, o São Luiz passa a usar material esportivo da Clas’sport, de Farroupilha. Não conseguimos uma foto detalhada da camiseta vermelha, por isso, preferimos não reproduzi-la. No começo do Gauchão, foi usado, ainda, um modelo que lembra um estilo carijó.

1997 EC São Luiz (branca)

1997 EC São Luiz (branca) Copa Galego

O São Luiz campeão da Copa Galego em 1997

Contra o Grêmio, em Cidreira, no dia 8 de fevereiro de 1997, o São Luiz usou um modelo que lembrava um carijó. Já contra o VEC, em meados de março, o São Luiz usa uma camiseta vermelha da Clas’sport, com detalhes nas mangas.

Em 1998, a novidade do Gauchão era que os times da primeira divisão brasileira (Grêmio, Inter e Juventude) não jogavam a primeira fase. Competindo com outros dez clubes, o São Luiz venceu uma disputada primeira fase, com 16 pontos, o que lhe garantiu a vantagem de ser cabeça de chave num dos quatro quadrangulares da segunda fase. Para que se tenha uma ideia do equilíbrio, o Glória, décimo colocado e primeiro rebaixado, marcou 12 pontos. Na segunda fase, o rubro ficou em segundo, num grupo com Veranópolis, Ypiranga e Lajeadense. Com isso, classificou-se para enfrentar o Internacional nas quartas-de-final, quando foi eliminado com duas derrotas por 1 a 0. As camisetas seguiram sendo produzidas pela Clas’sport em 1998. Inicialmente, elas não tinham patrocínio na frente. O Gallus entrou ao longo da temporada.

O Gauchão de 1999 foi inchado para 18 times, que foram divididos em três grupos de seis. O São Luiz ficou em terceiro lugar no Grupo 2 e classificou-se para a fase seguinte, composta por três quadrangulares. Na segunda fase, o rubro foi muito mal, marcando apenas seis pontos num grupo com Juventude, Veranópolis e Guarani de Venâncio Aires. No segundo semestre, o São Luiz tornou-se campeão da Copa da Federação pela segunda vez em três anos, vencendo uma esvaziada edição com apenas outros quatro clubes chamada, coincidentemente devido ao patrocinador, de Copa Mais Fácil. Apesar de se chamar “copa”, foi uma competição de pontos corridos e, em apenas oito rodadas, o São Luiz abriu uma vantagem de cinco pontos para a SER Santo Ângelo, vice-campeã. Em 1999, o principal patrocinador do clube passou a ser a Unijuí e as camisetas seguiam sendo feitas pela Clas’sport.

No ano 2000, a FGF extinguiu o Gauchão por séries. A primeira fase foi disputada por 14 times divididos em dois grupos de sete. O São Luiz não fez boa campanha, mas ao menos salvou-se do rebaixamento. O mesmo aconteceria nas duas temporadas seguintes, com campanhas medianas. O início dos anos 2000 foi um prenúncio da péssima campanha de 2003, quando o São Luiz somou apenas 17 pontos em 26 rodadas e foi rebaixado, na última colocação, após 13 temporadas consecutivas na elite estadual. Por coincidência, exatamente desse momento de baixa do clube não conseguimos boas fotos para providenciar a reprodução das camisetas. Em 2004, a confecção do material esportivo seguia sendo feita pela Clas’sport (embora, entre 2000 e 2003 tenha sido produzido também por outras empresas), com patrocínio do Posto 44 (que entrou ao longo da temporada).

Algumas camisetas que ficaram sem reprodução: em 2000, um modelo extravagante, regurgitado diretamente dos anos 90; em 2001, com o patrocínio da Unimed; e, em 2002, um modelo razoavelmente sóbrio da Clas’sport.

A terceira (e penúltima) parte da história das camisetas do São Luiz será publicada no dia 01/06/2019.

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