As camisetas do Veranópolis Esporte Clube Recreativo e Cultural, de Veranópolis (parte 3, de 2012 a 2019)

Chegamos à terceira e última parte da história das camisetas do Veranópolis. A primeira parte contou desde a fundação do clube até 2001. Enquanto a segunda parte contou de 2002 até 2011.

Por dois anos, até 2013, a FGF manteria a fórmula de dois turnos, cada um deles com quartas, semis e finais, sendo o campeão definido numa final entre os campeões do primeiro e do segundo turno. Em 2012, o Veranópolis classificou-se para os mata-matas nos dois turnos. No primeiro turno, foi eliminado logo nas quartas pelo Juventude. No segundo, passou pelo São José, mas foi eliminado pelo Grêmio na semifinal. Na classificação geral, o VEC acabou numa ótima quarta colocação e foi declarado o campeão do interior pela terceira vez em sua história (por um regulamento, no mínimo, esquisito, um vice-campeão, como foi a SER Caxias neste ano, não pode ser também campeão do interior). Pela classificação, o clube conquistou vaga na Série D do mesmo ano, mas desistiu da vaga (como a maioria dos clubes subsequentes; a vaga sobrou para o Cerâmica, décimo colocado). Apesar de ter resistido à tentação no ano anterior, em 2012 o Veranópolis passou a usar material esportivo Mega Sport. Surpreendentemente, os modelos fabricados pela empresa portoalegrense são bem interessantes e lembram as mais tradicionais camisetas da história do clube.

Em 2013, o VEC fez um primeiro turno assustador, somando apenas cinco pontos em oito jogos. No segundo turno, recuperou-se e conquistou vaga para as finais. Nas quartas, passou nos pênaltis contra o Passo Fundo. Nas semifinais, mais uma vez, cruzou o caminho do Inter e vendeu caro a derrota magra por 1 a 0 no Beira-Rio. Neste ano, o VEC retomou a parceria com a Squema Sports e voltou a usar uniforme alternativo verde. Essas camisetas chegaram a iniciar o ano ainda com o patrocínio principal da Embratel. Nessa temporada, também foi lançada uma terceira camisa preta.

No ano seguinte, a fórmula de disputa do campeonato muda sensivelmente. Embora continuasse sendo disputado com as equipes divididas em dois grupos, foi jogado em turno único, todos contra todos (o que não faz muito sentido). O Veranópolis fez mais uma boa campanha, ficando em terceiro no grupo A, atrás de Inter e Brasil. Nas quartas, chegou a estar vencendo a SER Caxias por 2 a 0, mas cedeu o empate no segundo tempo e foi derrotado nos pênaltis. Em 2014, a Lupisport volta, outra vez, a fornecer material esportivo para o clube e a camiseta alternativa vira azul.

A partir de 2015, a FGF começa a reduzir o número de participantes no campeonato, com o objetivo de chegar a 12 clubes, então, por dois anos consecutivos, três clubes são rebaixados. Nessas duas temporadas, o VEC começou o campeonato muito mal, especialmente em 2016, quando venceu o primeiro jogo apenas na sexta de 13 rodadas. Em ambas, acabou recuperando-se posteriormente, chegando a beliscar a classificação. Nesse período, ocorreu quase um revezamento entre Squema (2015) e Lupisport (2016) no fornecimento de material esportivo ao VEC, sempre com camisetas interessantes.

Em 2017, o Veranópolis termina a primeira fase na quinta posição. Nas quartas-de-final, no entanto, enfrenta o Grêmio e é facilmente eliminado com duas derrotas (2 a 0 em Veranópolis e 5 a 0 em Porto Alegre). O material esportivo continuou sendo confeccionado pela Lupisport. Depois de três anos utilizando o uniforme alternativo azul, o VEC passa a usar uma camiseta cinza, das mais feias utilizadas pelo clube. Difícil entender porque um time com cinco cores precisa de um uniforme cinza…

A temporada de 2018 foi semelhante, com o VEC terminando em quinto e sendo eliminado nas quartas, dessa vez pelo São José. Os resultados contra o São José foram uma vitória de 1 a 0 em Veranópolis, seguida de uma derrota pelo mesmo placar, com gol aos 40 minutos do segundo tempo, e subsequente derrota nos pênaltis em Porto Alegre. Para a temporada, a Lupisport confeccionou mais uma bonita camiseta titular e, outra vez, uma camiseta alternativa esquisitona (mas mais bonita do que a de 2017).

E chegou 2019, o ano em que o Veranópolis não funcionou. Deu tudo errado. No final, os onze jogos do Gauchão terminaram sem vitórias para o Pentacolor, que ficou na última colocação e foi rebaixado pela primeira vez na sua história. As camisetas utilizadas no rebaixamento foram produzidas pela Weefe, de Sapucaia do Sul, sendo que a camiseta azul foi estreada apenas na última rodada.

O destino do VEC após o rebaixamento é incerto. Há alguns anos, o clube já havia abdicado de jogar o ano inteiro e, mais importante, encerrado as categorias de base (descumprindo promessa feita aos dirigentes dos clubes originais à época da fusão). A estratégia deu certo por um tempo, mas possivelmente pode ter prejudicado o clube a longo prazo. Outro detalhe importante é que, num eventual encerramento das atividades do VEC, a fusão legalmente não pode ser desfeita. Ambos os clubes originais foram extintos e, além disso, os patrimônios foram repassados à Prefeitura de Veranópolis (ambos os estádios são, hoje, municipais).

Quanto aos uniformes usados ao longo desses 28 anos pelo VEC, sendo o branco o principal, é interessante observar qual a cor utilizada para o uniforme alternativo. No gráfico abaixo, podemos observar que, claramente, o azul foi a cor preferencial.

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A cor principal das camisetas alternativas do VEC ao longo dos anos.

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